sábado, dezembro 05, 2009

Pequeno apontamento

Fosse a minha avó Ivone viva e teria feito 82 anos no passado dia 3.

No dia seguinte ao dia do seu aniversário vi uma senhora que era tal o seu estilo: apoiada por uma bengala, de saco na mão, saia, casaquinho de malha, cabelo ondulado, pernas grossas e doridas, cara enrugada. Curiosamente enquanto esperava pelo autocarro.

Isto fez-me ter ainda mais saudades dela.

E agora sinto-me tal qual ela: pego no meu passe e vou até onde o vento me levar. Como ela fazia... Acordava em Odivelas, almoçava em Cascais, passava pela Baixa, lanchava na Amadora e lá voltava a casa.
Sempre adorei isso nela. Ora estava aqui, ora estava ali. Mesmo quando já os movimentos lhe quedavam...

3 comentários:

Astrid disse...

Aiaiai Angelito... que este post fez bater aqui uma onda nostálgica e lá vou eu passar o Domingão a cantar (por causa do post, de ti, da tua avó e do que não sei mais que)... "How many roads must a man walk down, before you call him a man? Yes, 'n' how many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand? Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind... The answer is blowin' in the wind..."

Fuiiii...vou apanhar beijos, flores e estrelas na ventania... :))))
Porta-te mal!!! ;)

Beijos, flores e estrelas *****

Morgawayne disse...

a minha avó sempre que ia a uma feira trazia presentes para todas as netas.. canecas e panos de cozinha! lol na altura n era lá muito engraçado, 12 ou 13 anos e receber "enxoval" mas agora á giro ter na cozinha os paninhos ou canecas que a avó deu.. :-)

Célia Novais Rosado disse...

Há uns anos num hipermercado aqui em Orleans tive essa mesma sensação... vi uma senhora, aliás ajudei-a, que 'era' a minha avó paterna... fiquei em estado de choque, desatei a chorar e durante muitos meses recusei-me a voltar àquele hiper... mas agora já passou!

Beijinhos!