sexta-feira, dezembro 25, 2009

É Natal, é Natal, trá lá lá lá lá!

Caso não tenham reparado, estamos na época de Natal. Vai daí, houve Consoada e tudo. Uma coisa singela, que nós não gostamos cá de megalomanias, tipo Consoada-TGV ou Consoada-Morangos com Açucar XXXIX, Balbúrdia no Lar.

Este foi o meu primeiro Natal a sério desde há cinco anos. Afinal, não há Natal a sério no Japão, como seria de esperar. É um serão em que os namoradinhos normalmente compram frango frito na KFC - juro que é verdade! - e depois deliciam-se com o bolo de Natal. Um bolo igual aos outros, mas comido no Natal. E vão ao cinema.

Vai daí, não sei, acho que precisarei de mais um aninho para voltar a estar completamente imbuído deste espírito natalício.

Mas, como ía a dizer, houve consoada. Com direito a bacalhau cozido e couves e batatas. E suas variações... Que eu e mamãe somos muito à frente e seguimos a tradição transmontana. Resultado: comemos um belo arroz de polvo.
OK... Isto não é tradição nenhuma, mas uma tradição começa-se quando quisermos. Se os de Barrancos teimam em matar touros e os japonesitos querem porque querem comer baleia, eu e a minha mãe também inventamos tradições!

Tivemos a companhia da Núria e da mãe Carla, que, coitada, anda adoentada. E atenção, que anda doente na cabeça e não da cabeça, ok?





O meu pai e a minha mãe também estavam à mesa. Como estava o tacho de onde saíu o bacalhau.



Eu que vejo o Goucha e a Cristina Saloia de manhã sei que não se deve levar o tacho para a mesa... Mas como a casa é nossa e não do Goucha, adoptamos o método Cristina Saloia da Malveira.

Como foi dia de festa, a Miquelina saíu lá da prisão e veio jantar com a gente. Descobrimos que, e dado o seu amor pelo pão, ou antes, a sua necessidade de pão às refeições, qual agarradinha à cocaína, a primeira palavra que terá dito não foi papá nem pai nem mãe. Foi "pão".



E cá estou eu com um dos belíssimos tentáculos do polvo...



E eu que sou um netinho muito querido, até dei de comer à Miquelina. Uma bananinha para cima do jantar.





Eis a nossa singela mesa de Natal. Não se faz cá nada em casa. Compra-se tudo feito.



Ou melhor, a minha mãe tinha pão extra e todos os ingredientes para fazer fatias - ou, segundo ela, para eu e a Miquelina fazermo-las - mas, apanhadinha da cabeça que é, esqueceu-se...

E cá está a nossa árvore com as predinhas e a maior prenda de todas, a menina Núria.



Não sei se já o disse, mas o meu doce de Natal favorito é a bela da filhós. Mas prefiro-as assim mais grossas, pelo que tenho que esperar por uma oportunidade para assaltar a mesa de Natal dos meus tios!



Com o final da Consoada, estava chegada a hora de abrir as predinhas. E a primeira a abrir uma foi a Miquelina!
Estou cá desconfiado que não terá sido uma menina assim tão bem comportadinha, mas o Pai Natal também já anda esclerosado...





Depois foi a vez da mamã...





E do papá...





Até para mim houve prendas. Sim, que eu sou um lindo menino que se comporta angelicamente todos os dias do ano. Até aos feriados e tudo.





Como de costume o Mr. Fernando recebeu montes de prendas. E sempre muito vinho... Não sei porquê, mas ele também não se importa...



E olha a mãe a abrir outra!



E eu também. Esta prenda, belíssima como verão, foi-me ofertada pela Telma e pelo Nuno.







A Núria também recebeu umas predinhas...



E a Miquelina também: desta vez, uns belos collants!



Acho que todos concordámos que esta foi a prenda mais estilosa da noite: uma maleta com duas garrafas de vinho.





Derivado da minha panca com os aviões e outros, os meus pais compraram-me este modelo da Malaysia Airlines. Com som e tudo.



Houve prendas para toda a gente. E a Carla, que foi a última, coitadinha, até se emocionou!



Esta prendinha foi para o papá também... Mas alguém a confiscou: eu!



Umas poses...





Este caso é claramente um daqueles tal filha, tal mãe!



Obviamente que não ía deixar-me fotografar sentado num sofá assim sem um arzinho da minha graça...







Acho que a melhor prenda de todas, porém, foi a que a Miquelina recebeu: levámo-la a casa dela para ela poder dormir uma noitinha na caminha dela!
E hei-la aqui, toda feliz da vida, já depois de me ter dado uma série de beijos por a levar lá e lá ficar com ela...



Não dormi lá muito bem, que há uma grande diferença entre dormir na minha caminha nova e dormir num sofá cama... Mas o que interessa é que proporcionei esta alegria à Miquelina e ela retribuíu o gesto só indo duas vezes à casa de banho durante a noite. Um recorde de idas mínimas por noite!

De manhã, lá me levantei quase às dez e preparei o nosso pIqueno almoço. Ela disse que estava bem bom. Mas não sei se era mesmo ela a falar se eram os duzentos comprimidos que ela toma logo de manhã.



A frase da manhã foi bem gira, que ela estava muito bem disposta... Quando lhe queria pentear o cabelo para o lado e ela diz que não podia ser, que tinha que ser para trás e eu lhe disse assim não, que depois os velhos não olham para trás ela só me disse ó, se ainda fosse um novo...

Está destrambelhada, mas não tanto assim!

Aliás, aproveito para meter aqui um vídeo gravado na noite anterior... Que mostra quão interessante é a forma como o nosso cérebro funciona: ela lembra-se da história de Portugal, mas nem sabe o que almoçou ontem nem o que me contou há cinco minutos...



Resumindo e concluíndo, ela ter ido dormir a casa dela deixou-a muito feliz. E a visita de uma vizinha e do neto - com quem brinquei quando era puto e magro - também a deixou nos píncaros, como só uma bela converseta consegue fazer!

Aliás, a excitação era tal, que depois de comermos umas belas lulas recheadas ao almoço, já no dia de Natal, deixaram-se todos dormir a ver o Harry Potter à tarde...



E não liguem ao meu cabelo... Christmas was a bad hair day...

7 comentários:

Individual(mente) disse...

A melhor frase: "É o meu telemóvel ou é o teu? Ah! Então podes coiso..." LOL
Só tu...

Maria Manuela disse...

Oh Kiko só tu... só tu para me fazeres sorrir depois de dois dias de perfeita telha.

Até me emocionei de ternura, com intervalos de riso histérico, a ver o teu vídeo com a Miquelina, essa querida.

Esse teu Natal foi uma ternura.

Obrigada

Jantamos esta semana?

Astrid disse...

Angelito, gostei de ver a Miquelina na caminha dela... mas de manhã, e a dizer grandes verdades, ainda foi melhor! E adorei todos no sofá (ou quase todos, porque sei lá o que andaram a beber) nos braços de Morfeu... eu também dei muito trabalhinho à preguiça no dia de hoje, já que ela é a mãe de todos os vícios, e como mãe, teve mesmo que ser respeitada! :)

Beijos, flores e e estrelas *****

V. disse...

Arroz de polvo soa-me que é uma maravilha! Hmmm...

Olha lá, aquilo era impressão minha ou era mesmo uma garrafa de batida de côco que andava por esses lados? Ai ai ai!!!

Foi lindo o que fizeste à tua avozinha! *sniff* A carinha de satisfeita na caminha diz tudo!

A maleta de vinhos que o teu pai recebeu é toda hi-tech!

------------
+WARNING+
parte nojenta do comment:
Pois, já tinha ouvido contar que o 'white xmas' no japão... só tinha mesmo a err.... *censurado* de branco! lol
-----------------------------

pinguim disse...

Eu também comi o tradicional bacalhau, mas não me importava de te ter feito companhia no arroz de polvo...
Ainda bem que o teu Natal foi assim bom...
Abraço.

Vanessa disse...

Adorei as fotos do teu Natalinho..representam na perfeição o que Ntal is supposed to be: família no quentinho, miminhos, prendas boas e muita comida e mais - sente-se que aí há um lar na verdadeira acepção da palavra...tudo muito cosy e warm...gostei, sim senhor!!
Que venham muitos mais Natais assim, kikito..
P.S. Adorei a prenda dos Temichos..lindaaa!

Rita Maria disse...

Andava aqui zangada a ler posts de Natal mas gostei muito, muito do teu. Até me emocionei um bocadinho e tudo.