quarta-feira, janeiro 07, 2009

Nova Zelândia 5/Jan - Danny Girl

Papamoa é o nome da zona onde a Rachel mora. Uma zona calma, com casas pipis e uma praia que nunca mais acaba. Vai daí, decidimos que hoje, o meu último dia ali, iríamos até junto ao mar apanhar um pouco de sol para nos pormos ainda mais belos. E até resultou, que já não tenho o bronzeado à camionista!

Mas uma coisa é certa, não tentem ler o jornal quando está vento na praia... Nunca dá bom resultado...




Não fomos à água. Não que estivesse expecionalmente fria... Só não nos apeteceu! Vai daí, e para passarmos o tempo, a Rachel decidiu que seria boa ideia escrevinhar coisas na areia.


Até em japonês e tudo. Que é uma coisa que fica sempre bem!



Deixámos a praia para trás e fomos almoçar com a mamã e o papá. Uma omelete recheada de coisas boas! Bacon bem crispy, cogumelos e salsa. Simples, mas eficaz.

E dissemos adeus. Ela, uma grande querida, ia levar-me até Auckland. E parámos na mercearia do pai dela. O pai biológico.


E até tive oportunidade de posar para a foto com uma cliente que entretanto entrou loja adentro!



Saímos de lá com umas revistas - daquelas bem manhosas para nos mantermos entretidos no caminho - e uns chocolatinhos bem bons.
Descobri que a Amy Winhouse estava am Santa Lucia de férias e mais anafadinha, que o filho do Travolta morreu e muitas outras coisas que, de tão importantes que são, já me esqueci.
A verdade é que ainda dormitei pelo caminho. E cantámos imenso. Decerto mais de uma hora ou assim. Afinal, é preciso mantermo-nos ocupados em quase três horas de caminho!

A Rachel levou-me até à porta do trabalho da Danny! Eu estava já louco por antecipação!
Para quem não sabe, a Danny morou no mesmo prédio que eu em Oita, durante o meu primeiro ano. Chegámos lá os dois ao mesmo tempo. Partilhámos a Ally McBeal nas frias noites de inverno, a primeira ida ao supermercado, em que não sabíamos o que era o açucar e o que era o sal, a compra dos nossos fogões... Mas ela ganhou juízo e deixou Oita para trás. Primeiro foi para Tokushima e depois regressou às origens!
Ela lá saíu do trabalho e desátamos aos gritos e abraços de felicidade, depois de mais de dois anos sem nos vermos! Um óptimo reencontro!


Ela continua na mesma.

Passámos pelo super e fomos para casa dela, junto à praia. Sendo uma surfista de gema, não poderia morar em qualquer outro lado.
Mas topem-me bem a vista da janela da sala dela. E com aquele sol maravilhoso... UI!


Agora imaginem o que é eu acordar de manhã, olhar para o lado, e dar com o mar lá ao fundo e o sol no céu!

E mesmo ali ao lado, um promontório com vista para o mar e para uma praia infindável. E perigosa!


E fiquei a saber que as praias no oeste do país são de areia negra, graças aos depósitos de ferro. E as do este são de areia branca, como a da manhã de hoje.

Estava chegada a hora do jantar. Tudo coisas orgânicas, graças ao namorado da tia dela. Tia essa que é da mesma idade da Danny, médica recém formada, e sua melhor amiga.


Costeletas de borrego na brasa com uma salada óptima (e todos se renderam ao têmpero luso de sal e azeite!), vegetais no forno e feijões, daqueles compridos.

Mas a legenda cá vai, começando da direita, à frente: a Jade, a tal tia da mesma idade, o namorado dela, a Danny e o namorado da Danny, o Matt, também ele médico. Mas todos surfista!


O jantar estava óptimo. E apesar do sol fantástico, já estava frescote, que as noites aqui ainda estão frias...

E enquanto eu lavava a loiça - que eu não vou a casa das pessoas só encher o bandulho! - eles jogavam jinga. E foram até onde eu nunca tinha pensado ser possível!





Um jogo cheio de suspense! Até que a Jade...

3 comentários:

Maldonado disse...

É tão pacata a Nova Zelândia que dá vontade de emigrar para lá...

Daniel Cândido da Silva disse...

Ohhh.. que post enternecedor...

Até eu fiquei com "saudades" da Danny... lol... A maneira como descreves as primeiras coisas back in "homeland" (Oita) está divina. Qualquer um teria saudades, de facto...

Bem, e que tal na pele de merceeiro? ;) Muito melhor que um balcão asséptico na Qne ;)

A foto a levares com o jonral na cara (no Guincho, once more...) está muito bem - gosto de coisas assim, diferentes, guess you know that -, e comeres bacon, cogumelos e salsa... bem, que podes tu fazer, nao se pode pedir muito, mas Ângelo Faria, degustares costeletas de borrego na brasa com uma salada regada a sal e azeite!), acompanhada com feijões... nao estás propriamente no Rossio para nao fazeres uma pequena festa ;) a menos que fosse tao biologico e vegetal que ate o borrego soubesse a nada... digo eu...


Que bem. Depois de um périplo inicial por terras australianas em pura diversão, eis que agora entraste numa "familiar" e mais de relacionamento e reencontro de amizade. Superb!

Que proximas pagarens?

Sim, tens razão. A morte do filho do Travalta ou as loucuras da Amy interessam incomensuravelmente menos do que o frio gélido aqui au Portugal com 1 e 2 graus... is that normal?

All te best

Daniel Pipe

Mari disse...

Oh kiko, adorei este post!.. E eu lembrava-me da Danny!...eheheheh
Parece mesmo ter sido 1 reencontro fabuloso... Daqueles que se irão recordar sempre :)
E eu hoje estou 1 cadinho tristonha, por isso, isto até me emocionou...
Grande beijo pra ti
Maka