terça-feira, abril 14, 2009

To minisaia or not to minisaia, that is the question.

Eu acho interessante que se invoque na notícia essa coisa do "um brutal e intolerável atentado à liberdade individual".

A mim quer-me parecer perfeitamente legítimo que haja linhas gerais que guiem o comportamento dos trabalhadores no local de trabalho. Há-as nas empresas privadas e acho muito bem que existam nos serviços públicos. Afinal, eu não quero entrar pela loja do cidadão de Faro - ou de qualquer outro lado - e ser atendido por meninas da noite ou mendigos de jardineiras.

Uma coisa que não percebo, porém, é porque é que não fornecem um uniforme às pessoas? Assim acabava-se com a história. Mas com certeza que, mesmo assim, o PEV e camaradas iriam encontrar alguma coisa para apelidar de "um brutal e intolerável atentado à liberdade individual".

Quando trabalhei para o estado, cheguei a ir de chinelo no dedo e de calções. E não o fiz de ânimo leve, não pensem, que até avisei a chefa! Mas não me davam as condições para ir como deve ser. Tive que fazer alguma coisa acerca disso... É que cheguei a sentir-me mal com o calor!

Não sei se é dos ares do Japão, mas a verdade é que essa obsessão que se tem no ocidente pelo respeito dos direitos do indivíduo parece-me estar a ser muito exagerada. Sim, há coisas que não lembram ao menino Jesus por estes lados, mas há um respeito maior pelo todo, pelo próximo e ninguem se borrifa assim sem mais nem menos. A não ser quando saem de carros e me dão com uma porta nos cornos...

5 comentários:

Lobinho disse...

Ang, mein freund

Ainda te dás ao trabalho de comentar aquilo? Não te lembras na Qne? ;) Istro JÁ não é o país de Salazar. ;)

Pipe

Vanessa disse...

Isto é mas é uma grande hipocrisia... a dar importância a 1 coisa que não tem qualquer importancia quando comparadas com os grandes problemas que este país atravessa...este e os outros todos...enfim...
E concordo contigo, se há tantos problemas quanto ao que se veste no trabalho, então calem-se as bocas e espete-se 1 uniforme (e eu que detesto esses ditos cujos) mas pelo menos assim, se não gostassem, só lá trabalham porque querem... não há pachorra para isto!

lili disse...

Só lá trabalham porque querem, Vanessa?!
Com o desemprego que há em Portugal tem a certeza disso?
E se querem impor estas estas regras de indumentária às mulheres que trabalham, imagine como podem encarar a homossexualidade?
Estas directivas são uma atentado à liberdade individual das mulheres que ali trabalham, a D. Pulquéria que vá dar banho ao cão.

lili disse...

Angelo reparei que tem uma fotografia com uma pessoa com um corte de cabelo deveras fora do normal, não acha que isso vai contra a linha geral que rege o comportamneto dos trabalhadores?

Angelo disse...

Cara Lili,

Nao me parece que se possa comparar decotes e pernas a mostra com homossexualidade. Porque os primeiros estao na cara de quem e atendido e a segunda nao. Tao simples como isso.

E continuo a achar que nao e atentado nenhum a liberdade de ninguem! Porque ha que ter senso comum e saber-se estar. E ha quem nao saiba, e digo-o em geral, como e obvio, que nao conheco os trabalhadores do sitio em questao.

Como tambem disse, ha uma obsessao enorme com os direitos individuais. Mas so ha direitos? Pergunto.
E esta permissa e valida para tanta coisa em Portugal!

Nao quero com isto parecer salazarista ou antiquado, mas ha que encontrar um balanco em tudo. Somente isso.

Quanto ao corte de cabelo deveras arrojado, entao acha que isso seria de se usar em qualquer local de trabalho?! Claro que nao! Era so uma foto engracada para ilustrar a minha demanda por um corte de cabelo...