quinta-feira, junho 17, 2010

Ossos do ofício II

Estava com um senhor ao telefone. Muito catita, sim senhor. Às tantas pergunta-me de onde era o meu sotaque... Eu disse que era de Lisboa, Portugal. Ele voltou a dizer que o meu sotaque tinha alguma coisa de especial... Que parecia ser um europeu lá do norte... E eu limitei-me a dizer que tinha aprendido o meu inglês na escola e que ele me cresse, que estou longe de ser alto, loiro e de olhos azuis...

Também hoje, quando estava ao telefone com uma rapariga cujo computador estava a levar imenso tempo para reabrir, disse-lhe que estava em Lisboa, de frente para o estádio do Benfica e que podia ir às compras logo a seguir, que estamos num centro comercial. Coisa má, em dia de ordenado...
Ela conta à chefe e a chefe diz-lhe que quer vir trabalhar connosco. É que elas estão no meio do nada e até têm que levar a marmita...

3 comentários:

Astrid disse...

Incrível como as pessoas necessitam saber mais sobre a pessoa do outro lado, precisam criar um laço ainda que temporário com quem "oferece" auxílio em uma situação aparentemente comum. Guarda tudo, Angelito. Um dia escreves um livro. Tudo de bom p/ ti!

Beijos, flores e estrelas *****

Vanessa disse...

E ainda pensamos nós que poderíamos estar melhor (que é sempre verdade)... o que é facto é que há MESMO gente que está bem mas bem pior!!
Beijossss.

adolescente gay disse...

Lá isso é verdade Vanessa... looool

Abraços