sábado, fevereiro 20, 2010

A Tinne trouxe o frio da Bélgica, a Ai as boas maneiras japonesas. Nós demos-lhes o Carnaval.

A Tinne belga veio cá a Portugal ver as vistas. Chegou no domingo e fomos buscá-la ao aeroporto, o que a deixou deveras satisfeita.
E quem é a Tinne? De onde vem? Para onde vai? Quem são os seus pais? Que palavras trespassaram a barreira dos seus dentes? Pois bem, eu conheci a Tinne no Japão, há uns três anos... Mas não a conheci de uma maneira normal...

Tudo começou um belo dia quando o Harm, o seu namorado à altura, ficou em casa da Danny lá no meu prédio, por intermédio do couch surfing. Logo no dia em que ele chegou, ou pouco depois, houve um jantar em minha casa, que nós cozinhavamos uns para os outros de quando em vez. E ele veio.
A partir daí, mantivemo-nos sempre em contacto até que um dia ele me disse que a sua namorada, a Tinne, estava a passear pelo Japão e perguntava se seria possível ela ficar comigo por uns dias. E assim foi que um portuga conheceu uma belga, por intermédio de uma neo-zelandesa. Tudo isto no Japão.
Desde então, também, sempre me mantive em contacto com a Tinne - eu bem que digo que não largo o pessoal fixe! - e ela veio até Portugal, depois de eu lhe vender o peixe muito bem vendido. Embora Portugal seja lindo e não sejam precisos grandes dotes de vendedor de banha de cobra.

Como disse, chegou no domingo e viemos até casa par almoçar. Um belo naco de carne de porco no forno com batatinhas e duas saladas.



A Tinne ficou logo doida com os cheiros e os sabores. Porque como disse, são todos são diferentes uns dos outros. E tudo delicioso.

A sobremesa não lhe ficou atrás, digo eu: chocolate belga. Do bom, sim senhor, que aquele guylian não me convence nada.



E mais: queques de ananás e coco, que a própria Tinne fez e que trouxe lá da Bélgica. Juntamente com o frio que já se fazia sentir em terras lusas por essa altura.



Como era domingo de Carnaval, tínhamos que ir ver a festa. E fomos para Sesimbra logo depois da sobremesa.

A nossa primeira paragem foi a igreja junto ao castelo. Estava um briol que não vos digo nem vos conto. Sobretudo porque estávamos numa encosta exposta ao mar aberto...



























Apesar do frio, estavam bastantes pessoas em Sesimbra. E o que ainda foi mais espantoso foi ver as meninas a desfilarem quase núas como se estivessem no Rio de Janeiro! A Tinne só se perguntava como é que os pais das crianças que desfilavam permitiam tal coisa... Ao que eu dizia que as mamãs e os papás faziam a mesmíssima coisa...









































Eu gostei imenso de lá ter ido. Apesar da minha mão direita, a que tirava fotos, estar quase a caír do braço, tal era o frio... Mas senti aquela energia toda daquela gente e isso foi muito giro de ver e sentir. Porque há muitos anos que já não via estas coisas...

Chegámos até a pensar que o desfile não se realizasse, que a chuva ainda ameaçou.

Deixámos Sesimbra para trás. A mãe contente, porque curte sempre estas coisas. Eu feliz, porque me senti de volta a Portugal. A Tinne satisfeita, porque viu uma coisa diferente. O pai esperto, porque ficou dentro do carro no quentinho.

Quando chegámos a casa era já hora do repasto. E do menú constavam gambas fritas seguidas de prego no pão.

Mais uma overdose de sabores para a Tinne. E uma barriga para lá de cheia, que ela só dizia que nunca tinha comido tanto na vida.





Segunda-feira chovia que sa fartava em Lisboa. E o frio. Ainda.
Mesmo assim, e porque não trabalhava nesse dia, fomos até à capital ver as vistas. E entrámos na Igreja da Conceição Velha de Lisboa, onde há muito queria entrar. Uma igreja muito sui géneris, porque a sua fachada, toda trabalhada e que sobreviveu ao terramoto de 1755, contrasta grandemente com o seu interior e frisos em estilo neo-clássico.







Como a gente semos umas pessoas muito cólturais, fomos até ao CCB ver as cenas do Berardo. Há muito que queria lá ir e com a chuva e tudo, a coisa proporcionou-se. Mas mesmo assim, ainda vimos Belém!



Bem que gostava de exportar este conceito para o Japão...





Uma instalação artística em que todos podiam participar...













Incluíndo eu, um péssimos desenhador. Que, por isso, fez uma colagem improvisada...





Amor?







Eu como sou uma grandesíssima besta e demoro sempre imenso tempo a ir a sítios, nunca cheguei a ver a exposição da Amália...





Isto não é arte. São as casas de banho. Ou será arte nas casas de banho?





E qual era a nossa paragem seguinte? Os pastéis de Belém, claro!



E olhem lá quem estava também nos pastéis... Sim, o novo ídolo de Portugal...



E eu que até preferia a menina...

Ah, a mamã também passou por lá depois do trabalho.



Continuámos o nosso passeio e demos com o Zezé Camarinha de volta aos escaparates. Pelo menos no metro.





E fomos jantar com uns amigos no Monumental. E estes estavam fascinados com as perikura que a Tinne tinha com ela.







E tive ainda oportunidade de ver Rute, que não via há uns 5 anos...



E vocês bem sabem como eu fico contente em rever esta gente maravilhosa depois de tanto tempo...



No dia de Carnaval a Tinne ía despedir-se de nós.



Curiosamente, nesse mesmo dia encontrei-me com a Ai, uma menina japonesa cujo nome significa "amor".



E como é que a conheci? Pois que uma vez coloquei um anúncio lá num sítio em Oita onde me oferecer para dar aulas de português. E foi o que fiz com ela. Até porque a Ai tinha estudado em Braga por um ano e tudo.

Ela não só é bonita, como é uma grande querida e trouxe-me uma série de coisas japonesas, incluíndo sake!



E foi ela mesma que me levou a tal exposição de que já falei aqui. E onde vou não tarda nada.



Adoro este quadro. Tão simples, no entanto tão japonês. E ao mesmo tempo com Portugal ali estampado...



Ou os motivos japoneses pintados de forma tão portuguesa, no azulejo branco e azul.



E tantas vezes que vira esta imagem lá no Japão e sempre pensara que a senhora estava a fumar qualquer coisa muito esquisita... Mas afinal não. Estava tão-somente a brincar com um pedaço de vidro. Porque os japoneses estavam curiosíssimos quando os portugueses lá chegaram e lhes levaram essa maravilha que é o vidro!



E vejam-me bem esta cena. No Rossio. E as senhoras negras de kimono.



A exposição foi o máximo, como já havia dito. E ainda tive o prazer de conhecer gente óptima. Mas estes dias foram ainda melhores porque pude rever gente extraordinária. E eu sinto-me sempre um privilegiado por poder ter gente fantástica na minha vida.

4 comentários:

Individual(mente) disse...

És um felizardo! Não sabes o que é um fim-de-semana de tédio! Ele é pastéis de Belém, ele é sake, ele é CCB, ele é Sesimbra...

Astrid disse...

Adoro os passeios, as pessoas, os risos, as paisagens... adoro!

Beijos, flores e estrelas *****

Vanessa disse...

Mais um dia em cheio...a colecção Berardo é muito gira e já vi que estiveste também com a malta do almoço do passado domingo eh eh..uns kikos todos eles :)
E a tua mamãe continua solta, leve e fresca como sempre...um must como sempre eh eh..Beijos mil.

Morgawayne disse...

mas que grande falha senhor angelo! e o carnaval de torres vedras, o mais portugues de portugal?? isso é q a amiga tinne devia ter ido ver! nao tem ca meninas descascadas e plumas..