domingo, fevereiro 28, 2010

São já 5 anos

Estava aqui a falar com a minha mãe que me relembrou que dia é hoje... E é um dia mau, é preciso dizê-lo. É que há 5 anos, dizia adeus a uma das pessoas mais importantes da minha vida: o Norberto, meu avô.

Entretanto, a minha vida deu uma grande reviravolta e confesso que não me recordava que hoje passam 5 anos do dia em que recebi a notícia no meu telemóvel. Havia pensado nisso há uns dias, mas nem sei bem às quantas ando.

Mas vou colocar aqui um texto que escrevi exactamente há dois anos. Por ele. Para ele. Porque ele merece isto e muito mais. E sinto cada palavra exactamente da mesma forma.

E porque ainda me é difícil lembrar-me de que ele já não anda por aqui, não vou escrever mais...



Ha 3 anos recebi a noticia que o Noberto morrera. Ainda ha pouco estava a pensar nisso e os meus olhos ficaram logo cheios de agua... As vezes penso como e que, e apesar do tempo que ja passou, sinto a coisa como se fosse hoje. Uma falta imensa. Uma falta imensa das coisas que ainda podiamos ter feito, das gargalhadas que podiamos ainda ter partilhado... Nao tenho duvidas que o meu amor por essa pessoa linda que foi o meu avo durara para sempre, sem nunca se esbater...

Enquanto escrevo isto, como que para exorcisar a dor em mim, lembro-me de receber o telefonema com a fatidica noticia naquela manha de segunda feira. Lembro-me dele a murmurar qualquer coisa que jamais saberemos o que era, quando o deixamos no lar, com a mao dele a alcancar-me. Lembro-me dos banhos que lhe dei, da comida que lhe dei, do seu cabelo, dos seus olhos, da sua eterna boa disposicao, do seu orgulho nos seus netos, da sua incessante vontade de trabalhar, da sua absoluta integridade. Lembro-me disto tudo, enquanto choro.

Ainda por cima, hoje, tenho estado com uma das minhas crises de dores de cabeca... Mas daquelas mesmo feias... Mas nada que se compare a dor que sinto quando me lembro dele.

4 comentários:

armilar disse...

Compreendo *muito* bem o sentimento e as linhas que aqui deixas.

No meu caso, com a minha saudosa Avó.

Nem é preciso dizer mais nada...

Astrid disse...

Sabes, eu só peço mesmo que Deus permita que um dia eu aperte nos meus braços um ser pequenino e que eu veja ali o rio da vida a seguir o seu curso. Foste e és um grande neto, Angelito. Grande!

Beijos, flores e estrelas *****

Sofia Feliz disse...

Hum, eu cá vi o meu avô partir demasiado cedo, com 66 anos, já lá vão 11 anos...

O tempo passa depressa e as saudades, essas, ficam para sempre!

Um beijo grande ;)

JS disse...

E o raio do tempo não faz a dor abrandar...

Beijinhos