terça-feira, novembro 11, 2008

Notícias de Portugal

Eu não sou nada a favor da justiça popular. É sempre demasiado arriscado... Aquela do "olho por olho, dente por dente" tem que se lhe diga. Mas dada a situação ridícula da justiça em Portugal, é de compreender a insatisfação do pessoal. Daí que não seja de admirar a ameaça no final desta notícia.
Não sei se é pela forma como a notícia está escrita ou pela violência dos actos descritos, mas a verdade é que fiquei revoltado e triste. Seja que pena apanhar o tipo, nunca será suficiente...
Mas eu quero sempre acreditar nas instituições...

2 comentários:

Daniel Cândido da Silva disse...

A vendecta privada não pode ser aceitável, mas como bem dizes, há coisas que dá vontade de aceitar, como a do final da notícia.

Falas em acreditar no funcionamento das instituições, e em qualquer regime democrata e livre, é assim e TEM de ser assim.

Sabes, porém, qual o problema? São os "innunedos", os instertícios internos dos regulamentos e leis, como por exemplo, a fatídica prescrição.

Fizeste-me lembrar Fátima Felgueiras. É acusada a três anos com pena suspensa e reage como se tivesse sido ilibada. Mais: mesmo quando se seja ilibado, nao significa que se nao tenha cometido crime: significa, tão-só, que nao houve prova suficiente. E como "in dubio pro reu"...

Mas temos mais coisas: nao o funcionamento da Justiça, mas os entraves dos meandros que os proprios regulamentos provocam.

Lembremo-nos dos da piquena inglesa no Algarve, do agora Vale e Azevedo, da suposta presunção de inocencia daquele tipo do PS que agora integra de novo o grupo parlamentar por via de isenção de culpa em tribunal (o que nao significa nada relativamente ao que refiro acima), e enfim, todos os metidos no processo Casa Pia, o autarca e presidente de Oeiras, Isaltino, o apito Dourado, etc etc etc

A Justiça nao funciona mal por falta de vontade dos seus proprios agentes (magistrados e demais funcionarios, PJ, etc) mas pelas politiquices que enformam as próprias leis. E por isso ha tanto agente (magistrados incluidos e sobretido esses) a falar mal da Justiça.

Por outro lado, pelo menos separam os presos de prisão preventiva dos efectivamente culposos. Já é um passo. O que rouba uma maçã (so to speak), não tem tipologia crimininal como quem tenha furtado uma viatura ou morto alguém).

Hugs

Pipe

Hannah disse...

Migo, regressei :)

Bjinhos...