sábado, setembro 27, 2008

O retiro

Então no domingo passado lá fui para Fukuoka. Tinha combinado apanhar o comboio das 10.14 com a Lauren e o seu séquito, porque, a bem dizer, íamos todos para o mesmo sítio.
Levantei-me, pus-me (ainda mais) belo e lá fui eu na bina para a estação. Fiz a minha reserva do lugar (carruagem 3, disse-me a Lauren), o dia estava belo, os deuses sorriam.
Precisava de dinheiro e lá fui eu ao multibanco (que de multibanco tem muito pouco... vá, uma maquineta para se sacar dinheiro). Estava uma menina lá dentro (que a coisa é como que uma cabine). Aflita ao telefone (que há um mesmo ao lado da maquineta... em caso de necessidade). A coisa lá se resolve com a ajuda do tipo entre ela e eu.
A tipa sai. O tipo vai lá, sai e desata a falar. Eu sem perceber nada. Só lhe pergunto se podia usar a coisa e ele disse que sim.
10 minutos para o comboio.
Entro, meto a caderneta. A máquina vira louca e come-me a coisa. Eu fico louco, que tenho um comboio para apanhar. Pego no telefone, tardam em atender. Finalmente lá vêm, pedem desculpa. Eu digo qualquer coisa como "Livro. Máquina. Dentro. O que hei-de fazer?". O homem dispara em japonês, daquele bem complicado. Eu pergunto-lhe se fala inglês. Não. Tudo bem, não há tempo.
Lá aparece um segurança da companhia da maquineta. Passo-lhe o telefone e ele sabe que só tenho 10 minutos.
A senhora atrás de mim, quando lhe disse que me faltavam uns 5 minutos, porque o homem começara a reparar a coisa, só perguntava "tudo bem?". Uma kikinha.
Ele lá tira a minha caderneta de dentro da máquina. Faz não sei o quê e eu exaspero. Bato no vidro da coisa. Ele diz que espere. A Lauren manda-me uma sms a perguntar se vou apanhar o comboio ou não. Respondo que sim.
O tipo, dentro da cabine, puxa de um formulário. Eu já a espumar da boca e pensar coisas menos boas. Ele abre a porta, eu assino o raio do papel (mais tremido que a escrita da Miquelina), ele passa-me a caderneta e o dinheiro. 2 minutos para o comboio.
Corro que nem um louco. Subo as escadas rolantes a correr, entro no comboio. Eles espantados e eu cheio de calor e de histórias para contar!

Mas lá fomos nós para Fukuoka.



A ideia era eu ficar com a Mitsue lá em casa dela. Era para ter ido a Fukuoka falar sobre Portugal, mas a coisa fora cancelada. Mesmo assim, a Mitsue manteve o convite, porque é uma grande querida. Mas, de repente, uns primos dela apareceram e eu fiquei sem sítio para descansar o meu corpinho de marmitão. Eis senão que ela me diz que não há problema, que o pai dela me ia arranjar um hotel para as duas noites!!! Eu agradeci muito e ainda lhe agradeci mais quando vi onde era o hotel e como era o hotel! Excelente!


Fui lá só por as minhas coisas, que a gente tinha uma tarde inteira de compras pela frente. Não comprámos muita coisa, mas é sempre bom andar a ver as modas.
Andámos em Tenjin até nos fartarmos e depois fomos até à Fukuoka Dome.


É o edifício oval por detrás de nós, uma arena onde se realizam jogos de baseball, concertos e tal...

Mas tinhamos ido até ali porque a Lauren, os papás e a mana queriam ir até ao Hard Rock Café. E eu que nem sabia que havia um ali!


Mas eu não jantei com eles. Saí de lá com uma t-shirt do café, mas fui ter com os Yanasaki, um casal absolutamente fantástico que conheci há quase 3 anos, por intermédio da Chewy que ficara em casa deles quando veio ao Japão a primeira vez!
A última vez que os vira fora no casamento da Chewy em Singapura, em Dezembro de 2006, mas decidi que seria óptimo poder reencontrá-los e não me enganei!
Fomos jantar, falámos imenso e rimos muito! Excelente!


Escusado será dizer que cheguei ao hotel completamente KO! Tomei um valente banho, que a banheira do hotel era das boas. Aqui em casa é um quadrado onde mal me consigo enfiar mesmo que de cóqueras! E no outro dia de manhã lá estava eu fresquinho para ir tomar o pequeno almoço com o Phil, um rapaz que morou em Hita e que entretanto se mudou para Fukuoka.
Muita converseta, muita risada.


Ele lá foi à sua vida e eu também. Dei umas voltas pela zona de Tenjin - a minha favorita - e tirei uns retratos para partilhar convosco.
O dia estava absolutamente fabuloso, com o sol óptimo e uma brisa retemperadora.








Sim, o prédio com a fachada laranja é da largura que se vê!


E estes, ao fundo da rua, também!




Eu adoro Fukuoka! E, por acaso, li que foi considerada uma das melhores cidades para se ir às compras no mundo! Tudo porque todas as grandes marcas estão lá, a cidade não é gigantesca e é muito fácil uma pessoa deslocar-se na cidade. E mesmo em termos japoneses é uma cidade com um grande desenvolvimento porque está muito próxima do resto da Ásia.

Mas não pensem que a cidade está livre desse vírus que são as mal vestidas! Nã, nã!


Mas nem essas me tiraram a fomeca e lá fui eu ao restaurante hawaiano da cidade comer um valente camarão com alho! UI!
É sempre um problema para encotrar o restaurante, mas desta vez até nem foi complicado e acho que aprendi de vez!


Mas arrependo-me de não ter ido às bancas de ramen de Hakata, coisa típica da cidade. Mas sozinho não me podia aventurar... Não saberia o que comer!


Mais uma noite de exaustão. Mas não sei o que me aconteceu que me deu uma insónia que não vos digo nem vos conto!

Mas depressa me esqueci disso porque tive o prazer de, na manhã seguinte, ir tomar o pequeno almoço (coisa finíssima!) com a Mitsue, que no meio dos seus 3000 afazeres, lá arranjou um tempinho para me ver! Como sempre, foi um prazer poder estar com ela e ouvir as suas preocupações!



E assim foi mais um passado a esse sítio fantástico que é Fukuoka. Qualquer dia destes aventuro-me outra vez!
Belo retiro, não vos parece!?

3 comentários:

Francisco disse...

Sim senhora... um dia que me saia o euromilhões ainda vou ao Japão :)

Taxonomys disse...

Como guia de viagem não está mal, não senhor... Vou poder comprovar tudo isso já daqui a meia dúzia de dias, eheheheh

Da Costa De Carvalho dixit

Mari disse...

Olha, quem me dera poder estar aí contigo para fazer 1 retiro desses...Tava mesmo a precisar... Lembras-te dos nossos dias em Liverpool e Londres?..Saudades!!!