quinta-feira, novembro 11, 2010

Suécia: 10 anos e 20 quilos depois X

As minhas últimas horas na Suécia estavam a chegar. Com muita pena minha. Ainda assim, estava feliz por poder rever pessoas que fazem parte de mim e quem prezo muito.

Deixei a Suécia à hora marcada. E fui para Amsterdam... Onde almocei a olhar para isto:




E a minha sobremesa foi esta maravilha holandesa: vla. Algo entre o iogurte líquido e o chocolate puro e duro! Que saudades!!!



Passei lá umas valentes horas, quase a dormir. Um casal de amigos holandeses era para ir ter comigo, mas transtornos de última hora impediram que tal sucedesse... Enfim, não faz mal, que decerto que uma mova oportunidade surgirá não tarda!

A viagem correu bem, mas havia um grupo de teens logo atrás de mim. E vocês já sabem que um só teen fala mais que eu! Agora imaginem um bando deles. Mesmo assim, acho que dormitei por uns 2 minutos.
Mas ainda antes disso conseguimos ver Paris! Toda a cidade, que o céu estava limpíssimo. E eis a Torre Eiffel!



Aproximámo-nos de Lisboa pelo norte - algo que nunca me lembro ter acontecido! - e pudemos deslumbrar-nos com a cidade. Linda, linda, linda, como só Lisboa!



Vi o aeroporto, as pontes, o estádio do Benfica, o Colombo, o jardim ao lado da minha casa! TUDO!

Rapidamente estava em casa já a distribuir os presentes aos meus pais, por entre muita festa aos meus cães. E daí a muito pouco tempo estava na minha caminha. Não há nada como ela, essa é que é essa!

Suécia: 10 anos e 20 quilos depois IX

Tinha visto na net que o tempo iria piorar. E, de facto, quando saí da pousada estava a chover. Lá puxei no meu mini chapéu do metro de New York e fiz-me ao caminho. Optei por comprar um bilhete de 24 horas para os transportes, que com a chuva não iria marchar gatan afora!

A minha primeira paragem foi o Globen, o maior edíficio circular do mundo! A chuva era tanta e o vento tão forte, que atravessar a ponte do metro para o edifício foi uma aventura!




A minha visita resumiu-se a 5 minutos, que com a intempérie que estava, não queria arriscar a minha vida!

Meti-me no metro de superfície, passei por ilhas, casas, bosques e acabei numa estação de metro do outro lado da cidade. Já a neve caía em catadupa!

Eu gosto muito do metro de Stockholm - conhecido por tunnelbanna - porque grande parte das estações são escavadas na rocha e simplesmente pintadas. O que dá um look muito original às ditas cujas! Esta é Tensta.






Esta é das minhas favoritas: Rådhuset!




A T-Centralen.




Onde saí à superficíe para ver a neve a caír bem no centro da cidade.



Dali, também, apanhei o 69K para a Kaknästurnet, onde subira há 10 anos atrás e de onde se desfruta de uma vista esplêndida sobre a cidade. Ponderei voltar a fazê-lo, mas não se via nada! Nada! O nevão era agora tão forte, que nem do autocarro se via a grande distância!



E estava um briol...



Mesmo assim, ainda fui até à zona dos museus. Gostaria de ter ido a Skansen, mas, obviamente, não valeria a pena...

Passei pelo nordiska museet...




E acabei junto ao Vaasa museet, o tal com o barco lá dentro. Mas, sinceramente, não estava com grande paciência para museus. Acho que a neve me fascinava mais.



Por esta altura, confesso, já tinha os pés molhados. Ainda que quentinhos.



Nevava muito. E fazia um vento doido.
Andar era complicado, principalmente nos passeios, porque a neve - gelada - estava feita uma papa de água, gelo e neve nova...

Cá fica a reportagem do novo Anthímio de Azevedo:




Depressa percebi que levar com aquela neve na cara dói! Ah, pois é, bebé!

Mas mesmo isso não me demoveu. Queria ver mais, e lá fui eu...



Creio que esta é a estação de Tekniska Högskolan.





E regressei à Gamla Stan, que tinha que trocar de meias! É que por esta altura, os meus ricos pézinhos estavam gelados!
O que se vê a caír na foto não é chuva, mas sim neve...



Continuei o meu passeio e passei pela Kungsträdgården (desafio a lerem esta palavra dez vezes!).






Desta vez estava mesmo a matar tempo para me encontrar com a Lotta, outra menina que conheci em Piteå há dez anos, que estava lá a estudar. Agora é mãe de dois filhos e mora na capital.

Fomos a um restaurante vegetariano com uma vista soberba sobre a cidade antiga, que, infelizmente, não consegui fotografar.
A comida estava muito boa, mas lá chegar foi um teste, por entre escadas geladas e papa de água com neve...



Falámos destes 10 anos e foi óptimo estar com ela.

Mais uma excelente pessoa que tive o prazer de reencontrar!

Suécia: 10 anos e 20 quilos depois VIII

Mais um dia nesta viagem. Estava um belo sol, de novo. Mas um frio de rachar!

Comecei por ir às compras. Sim, que isso ainda não tinha acontecido condignamente. E fui à procura da maravilhosa American Apparel, nesta praça tão gira.




Saí da loja sem uma das cuecas que queria, que não tinham o M. Sim, eu ainda consigo caber numas M!

Continuei as minhas comprinhas, que decidira que esta manhã dava cabo dos souvenirs todos. E assim foi.

Também vi um mictório público.



Também dei com este edifício que não consigo descortinar que uso terá...



Eis que a Margarida me liga e a gente encontra-se! Foi logo uma gritaria, pois está claro. E eu fiquei contente porque, finalmente, teria uma foto em Stockholm com a minha tromba nela!



Almoçámos num restaurante mesmo ao lado da minha pousada, mesmo no meio da cidade antiga. Mas com uns quadros muito à frente!









Andámos imenso por ali e acabámos num loja de antiguidades onde a Margarida fisgou isto:



Ficámos doidos com a coincidência. E ela ainda pensou comprá-lo... Mas ele tinha uma pilinha que saía disparada de debaixo da bandeira!

Dali, fomos até a um dos ícones da cidade: a câmara municipal, onde se realiza sempre um almoço com os laureados com o prémio Nobel. Coisa fina.



Estava mesmo um gelo!





Andámos mais e acabámos num mercado, onde vimos salmão inteiro:



E produtos feitos com carne de rena:



Na parte exterior, muitos cogumelos.



Depois fomos para os subúrbios comer, que a Margarida acabou por me convidar para ir jantar a casa dela. Comemos um óptimo salmão no forno, com limão por cima, com batatinha cozida regada com azeite e uma salada de alface também temperada com azeite!




Falámos o tempo todo. Horas e horas.

A noite acabou na companhia da Lena, que aluga um quarto em casa da Margarida. Ela ía trabalhar a noite toda, que é segurança. E ía estar no exterior o tempo todo.
Super simpática e uma óptima companhia!

Lá cheguei ao centro...



E fui dormir. E tinha uma nova companhia. Até este dia, tinha estado com a Marie, uma menina russa de Saratova a fazer um mestrado em Gothenburg e que estava de passeio pela capital. Esta noite, para espanto meu, estava lá um senhor japonês. Que muito surpreendido ficou com a minha história japonesa. Mas mais espantado fiquei eu quando ele me contou das suas viagens, da casa que tem no parque nacional em Osaka e em frente à Sagrada Família em Barcelona e que é dono reformado de 5 lojas de mobília em Osaka, incluindo a que mais camas em exposição tem no mundo: 500. É o Yu.

É o que dá partilhar quartos com estranhos, Nunca se sabe que histórias ouviremos!

Pausa: Star Trek

De vez em quando dão-me uns apetites para devorar Star Trek. Vai daí, dei com isto:

- um anúncio giríssimo à, então, nova Enterprise. Infelizmente, não dá para o colocar aqui, mas queriam espreitá-lo aqui.

- depois lembrei-me daquela que é, provavelmente, a melhor sequência jamais feita no Star Trek, quando o disco da Enterprise se despenha num planeta. Ora vejam lá:



Que bom!