sexta-feira, novembro 05, 2010

Suécia: 10 anos e 20 quilos depois II

Depois da nossa converseta em surdina por força das circunstâncias, fomos dormir. E eu bem que precisava, que estava cansado.

No outro dia estava recuperado e prontinho para saír porta fora. Afinal, Piteå estava à minha espera. Ainda que sem neve...

O Pricken começou logo por me dar os bons dias!



Logo depois eu e a Desirée fomos passeá-lo. Ou melhor, ele é que nos foi passear...



Como já tinha dito, a Desirée mora na mesma zona em que eu morei há 10 anos. E lá fomos matar as saudades das coisas que me eram diárias... Como a paragem do autocarro.



Paragem esta que me faz sempre lembrar aquela história das quedas... É que um belo dia, estava tudo coberto de neve, e eu ía já atrasado para a camioneta... E pus-me a correr pela neve afora, como se fosse perito nisso...
Uma rapariga seguia-me.
Estatelei-me duas vezes. Ela riu-se. E, claro, perdi a camioneta. Mas ela também a perdeu. E eu também me ri, como é óbvio.

Fomos ao sítio exacto onde morei...



E esta era a minha varanda e a minha janela da cozinha...



Ainda me lembro de chegar ali no dia 1 de Novembro e de me maravilhar com a casa que me estava destinada. Tudo em óptimo estado, praticamente novo... E isto numa residência estudantil...

E depois há outra coisa que gosto muito aqui: a natureza em todo o lado, com as árvores, os caminhos pedestres...





Depois deste passeio down memory lane, fomos até à cidade. Com um sol muito bonito. Que há que aproveitar, porque às 4 da tarde já está de noite!

Passámos pelo hotel da cidade. Onde me lembro ter ido a uma festa... E vi com cada buba!



Do outro lado da rua fica a igreja da cidade. O único edifício de madeira ainda original, já que a cidade foi destruida por um fogo no século XVII.
Eu sempre gostei da igreja, também pelo espaço envolvente.



E nunca tinha entrado lá dentro. O que acabou por acontecer 10 anos depois...







Esta é a Saga, uma das filhas da Desirée.



E continuámos por Piteå afora...




A coisa está basicamente na mesma. Tal como me lembro. Até as lojas. Embora haja uma ou outra diferença, incluindo um novo centro comercial... Onde dei com esta maravilha:



Água com gás, naturalmente.

E mais cidade...





E não é que a Saga quiz comprar aquela coisa viscosa que havia quando éramos pequeninos?



Eu não resisti a brincar com a coisa!

Obviamente que para todo o lado que olhava, via coisas do meu passado aqui. Como o meu banco...




Mas também fiquei a conhecer coisas novas, como um forno de vidro onde a Desirée trabalhou... E eu ali fascinado com aquilo, que não via tal maravilha desde a escola...






E havia criações muito engraçadas... Mas não me arrisco a trazê-las na mala...

Em casa houve tempo para tudo...



Incluindo darmos uma vista de olhos a fotografias de outrora...




Aproveitei o serão ainda antes do jantar - que estava óptimo! - para escrever uns postalinhos, como é costume...



De repente a Maj Lis ligou-nos a dizer que estava numa pequena festa com alguns professores lá de Solander... Incluindo alguns com quem trabalhei e que recordo com muito prazer! Fomos até lá, a pé, pela escuridão nórdica e uns pingos de chuva...






Cantámos imenso e falámos muito. Eu não via esta gente há 10 anos!

Suécia: 10 anos e 20 quilos depois I

Há exactamente 10 anos, vivi quase 8 meses neste país que sempre me deixou saudades: a Suécia. Nunca voltara, porque prefiri andar por outros cantos do mundo ou, porque pura e simplesmente, não havia guito.
Apercebi-me, de repente, que passavam agora 10 anos sobre a minha vinda para Piteå, bem no norte da Suécia. E marquei o meu regresso. E marquei-o para o mesmo dia em que voara há 10 anos: 1 de Novembro.



Nas últimas semanas, confesso, já não falava noutra coisa e não pensava em mais nada. Porque vivi aqui momentos felizes e belíssimos: vi neve pela primeira vez, comi peixe fermentado, sobrevivi a -28C, conheci gente maravilhosa. E essas coisas, mesmo que passados 10 anos, deixam saudades. E marcam-nos para sempre.
Por isso, nunca deixei a Suécia para trás. Como nunca deixarei o Japão. Porque ambos são eu, também.

As preparações para a viagem ficaram terminadas no dia anterior à minha partida. Por coincidência, estive de folga do trabalho, o que facilitou tudo, porque assim não andei a mil.
E houve alguém lá em casa que adoptou a minha mala como cama...



Os meus pais e os meus canitos levataram-se cedíssimo para me deixarem no aeroporto. É uma espécie de tradição.
Eu estava nervosíssimo, porque, desde que o avião em que seguia de Melbourne para Singapore atingiu um poço de ar e perdeu altitude, que eu voo sempre com um nó no estomago. Aliás, o nó era tão grande, que o pequeno almoço ía voando também...

Seja como for, tratei de tudo com a senhora muito simpática do check-in, que me disse para eu não estar nervoso.

La segui caminho com a KLM. Próxima paragem: Amsterdam!



Sempre que o avião tremia eu só respirava e agarrava o apoio do assento. Nem comi nada. Só bebi um suminho de maçã...

O céu até estava limpo e a coisa correu bem... Para uma pessoa normal. E lá cheguei à primeria paragem... Onde, como se pode ver, as coisas são estranhas. Afinal, o neerlandês também é uma língua traiçoeira!



Depressa deixei a nublada Amsterdam e segui caminho para Stockholm...






Eu gosto muito de aeroportos e companhias aéreas, por isso dar com um avião da Etiópia é sempre giro...



Fiquei umas quantas horas em Stockholm. O que me deu muito jeito, porque pude descontraír e o nó no estomago lá se desfez...
Regressei ao aeroporto que, há 10 anos atrás, me viu correr que nem um doido entre terminais porque me tinham dito em Lisboa que as malas estavam despachadas até ao meu destino final quando, afinal, quando se entra na Suécia, temos sempre que levantar a nossa bagagem! Na altura, ía perdendo o último avião para o norte! Mas correi que nem um doido e lá consegui chegar. Sem malas e sem fôlego, mas com uma hospedeira muito fofinha a dizer para eu não me preocupar... Com o pessoal todo do avião a olhar para mim, que na Suécia não há atrasos...

Bem... Desta vez a minha bagagem estava comigo e fui logo despachá-la. E em 3 horas almocei e jantei, que estava cheio de fome! E o meu jantar foi um hamburger do Max, a hamburger shop cá do sítio. Que a Suécia não são só os ABBA!



Depressa chegou a hora do meu embarque. Confesso que, por esta hora, já estava cansado e desejoso de chegar... Tanto que já nem tirei muitas mais fotos...

O voo para Luleå saíu à hora marcada, como seria de esperar... Estava escuro, como é normal por estas bandas nesta altura do ano... E lá se íam vendo as cidadezinhas lá em baixo...

Cheguei ao aeroporto e, tal e qual como há 10 anos, a Maj Lis estava à minha espera. Eu estava tão feliz que, quando a abracei, ía chorando. Até lho disse.



Ficámos naquele abraço por uns instantes e deixámos o aeroporto rumo a Piteå, a uma hora de carro. A "minha" cidade sueca.

Viemos na conversa o caminho todo. A lembrar histórias passadas e coisas do presente. E a Petra, filha da Maj Lis e que veio no mesmo voo que eu, também lá vinha.

A Maj Lis deixou-me em casa da Desiree, o meu destino aqui na cidade. E a Desiree mora exactamente na mesma zona onde eu morava!
Ela veio ao frio da rua receber-me. Mais um abraço prolongado e umas quantas emoções. Viemos para dentro e falámos imenso tempo, mas sempre a sussurrar, que o marido dela estava já a dormir. O que nos ríamos com o ridículo da situação: 10 anos de distância, tanta histeria no reencontro e nós a sussurrar. Mas no fundo, no fundo, parece que nem um dia passou...

quinta-feira, novembro 04, 2010

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É só para dizer que estou na Suécia. 10 anos depois.
E também é só para dizer que estou felicíssimo!

Depois mando mais notícias!

domingo, outubro 31, 2010

Mais um reencontro

Desde que regressei lá do Oriente que tenho tinho oportunidade atrás de oportunidade de reecontrar people que não via há imenso tempo... E ontem foi noite disso!

Algum do pessoal do tempo do liceu juntou-se no famoso Mandarim, bem perto do liceu onde andámos!

Eu, claro, fui o primeiro a chegar...



Mas também vos digo que parece que o tempo não passou por nós... Porque continuamos tão loucos como outrora!



Não fizéssemos nós parte da pior turma lá do sítio por três anos consecutivos...



Nós éramos tão maus que, no décimo, éramos 32, no décimo primeiro 29 e no décimo segundo uns míseros 9... Que não queriam juntar a outra turma para não a estragarmos (directora de turma dixit)!

O que vale é que estas duas gajas continuam boas!







Rimos tanto, dissemos tanto disparate...









Descobrimos, no meio disto tudo, que o Borel tem vida nocturna! Ah, pois é, bebé!





Doi óptimo e queremos mais!!!

Mais acontecimentos na minha simples vida

Como já tinha dito, a minha Xanoxa emigrada esteve cá de visita. E, assim como quem não quer a coisa, acabou cá em casa a comer uma canjinha com um belo frango acerejado. Uma especialidade cá da mamã, cuja fama já a antecede!



Tivemos cá a Joana.



E a Xanoxa sorvedora!





No outro dia, foi altura de me aventurar no 12 para ir a um aniversário...



Com direito a karaoke e tudo! Que saudades dos cubículos japoneses!



Nessa mesma noite - que eu sou um assoberbado social - marchei Baixa acima para uma outra festa de aniversário!

Onde reencontrei umas meninas que não via há anos!



Foi o Daniel que fez anos! E já me apanhou!



Também lá estava esta ave rara, que não via há quase um ano!



Como já devem ter reparado, o outono já está aí. E vão havendo umas tardes maravilhosas antes da chuva diária misturada com o frio... Por isso há que aproveitar!




No meio de tanto acontecimento, há sempre lugar para risadas depois de mais um louco dia de trabalho...








Mesmo cansado de tanto inglês e da risota pegada, chego a casa e sou recebido pelos meus dois meninos: o Duffy e a Pandi!




E assim vai a vida!