segunda-feira, junho 08, 2009

Hoje

- Ao subir para o autocarro, deixei caír a minha toalha.
Parece que esta frase não faz sentido nenhum, mas acreditem que faz! Já começa a estar aquele calor húmido que tanto detesto, pelo que já ando com a minha toalhinha mínima para os suores. Como é típico daqui. E uma excelente ideia, deixem-me que vos diga.
Entrei na carreira a suar que nem um cavalo, porque tinha lá chegado de bicla. Dei voltas e voltas às minhas coisas e nada.
Quando voltei, passei pela paragem para apanhar a minha bicla e lá estava a dita toalhinha, no chão, coitadinha.
O Japão tem destas coisas.

- Hoje o JT mandou-me uma mensagem para o telemóvel.
Uma professora chegara tarde à escola e ele perguntou porquê... E ela disse-lhe que um aluno dela não ia à escola há uma semana e que a mãe lhe tinha telefonado a pedir que passasse lá por casa para levantar o miúdo da cama e acompanhá-lo à escola!
E ela lá foi, tirou o miúdo da cama e levou-o para a escola.
Quando o JT lhe perguntou porquê que fizera tal coisa ela só lhe disse que era o trabalho dela!
Acham normal?

- Hoje de manhã dei com o maldito do pombo outra vez na minha varanda. Mandei-o embora e depois apercebi-me de que o gajo já tinha companhia e tudo!
Eu, se fosse pombo, também gostaria de morar debaixo da minha ventoínha do meu ar condicionado. Mas como não sou pombo, não gostei da escolha... Vai daí, quando regressei a casa, tratei de tapar aquilo tudo.
Ainda pensei que o casalinho - serão mesmo um casal? ou estarão amantizados? ou será aquilo um bordel? - tivesse ovos e assim... E a minha consciência já me estava a pesar... Mas verifiquei a situação. Que não podia meter um casal com filhotes bebés na rua!

sábado, junho 06, 2009

Variedades

Lá consegui dormitar um bocado... E eu que só queria era ser capaz de dormir até tarde... Mas a idade... Sabem como é...

Variedade primeira:
Há dois anos que não via o Mao.
Foi para Los Angeles estudar não sei bem o quê, para se tornar comissário de bordo.
Lembro-me de me dizer que estava nervoso, que afinal aquilo é o estrangeiro, não é o Japão.
Fomos ao karaoke e foi óptimo metermos a conversa em dia. Tantas histórias. Mas é bom saber que ele está a adorar esta experiência em terras da Califórnia.
Curiosamente, entende perfeitamente a minha necessidade de voltar a Portugal. E deu-me a conhecer canções das boas, que aqui passa-me tudo um bocado ao lado...


Variedade segunda:
Pensei que ia comer um belo okonomiyaki com a Cheryl para falarmos sobre coisas - que ela andar a passear pela Malásia e Guam tem-nos roubado tempo! - mas acabámos por ser quatro. A Kate e uma amiga por via do couch surfing também lá estavam!
E foi ainda mais divertido!


Variedade terceira:
Os pais do Lee vieram fazer uma visita ao neto. Uma óptima desculpa para uns quantos de nós nos juntarmos e comermos.

Cá está o Arthur com a Hiromi.
Eu não me lembro de alguma vez ter visto um bebé tão pequeno tão activo. Sempre desperto, a olhar, com aqueles olhões pretos.




O Noel, amigo do David, também de visita.



O papá Lee.






E os vovós.



Curiosamente, o vovô é um vendedor de armas lá na terrinha dele.
Tivemos uma conversa interessante, porque eu não entendo a necessidade - vista como direito - que os americanos têm em ter armas só porque sim...


E a mamã Yuko, que anda sempre desaparecida. Que bom foi poder vê-la a apanhar ar fora de casa.



Variedade quarta:
Não sei se estão a ver a toalha de mesa maravilha. Com rendados. Plástica. Como sempre, nas escolas japonesas, que são todas iguais.
E, enquanto esperava pelas aulas, veio um belo chá verde e um bolinho com feijões doces. Uma combinação perfeita, só vos digo.
Como que um segundo pequeno-almoço.


Variedade quinta:
Mais okonomiyaki - e que saudades vou ter dele - só porque a Emily fez 23 anos na terça...



E a Maki.


A Maki trabalha no restaurante e eu pura e simplesmente adoro a rapariga. É divertida, despreocupada, vai aprendendo o inglês que lhe vamos ensinando (fazemos tudo em inglês), entra nas nossas brincadeiras, sempre me chamou Angelo sem quaisquer outros epítetos. E é bem bonita.
Querem melhor?


Variedade sexta:
Só porque sim, fomos jantar ontem. Não havia lugar no mexicano - e ainda bem para o meu estomâgo - por isso acábamos no Redwood a comer hambugers.



E a Kaori estava connosco! I love Kaori, porque ela é genuinamente uma querida.


E saíu-se com um comentário maravilhoso: ai, Angelo, eu costumava pensar que os hambugers no Japão eram grandes. Mas agora acho-os pequeninos. Sim, que no Canadá eles são maiores do que a minha cara!
Só mesmo ela.



E a dúvida da noite, por causa desta bebida azul que o Jamie pediu, foi: é uma bebida digna de um bar gay ou saída do bar do Quark do Star Trek?


Pois que não sabemos.

O que sei é que, graças a tudo isto, as minhas noites são bem melhores, com muito menos jantares comigo mesmo...

Notícias de casa

A mamã e a tia andam no baloiço à porta de casa...


O canito dorme respastelado debaixo da cama...


Enquanto o papá e o titio andam a arranjar a casa.

Enquanto não volto para o leito

Aqui ficam umas respostas. Que acordar antes das 8 da manhã a um sábado, não está com nada. E não conseguir voltar a dormir, mesmo clamando o meu corpo por tal deleite, é ainda pior!

A...,
O problema é que só com urusai a coisa não ía lá. Que isso já eu lhes digo de quando em vez. E eu jamais diria baka numa aula. A não ser que seja sobre mim mesmo, o que já tem acontecido.
A verdade é que, mesmo em inglês, a coisa funcionou. Agora há que esperar pela próxima vez.

Mommy,
Ainda não sei quando voltarei, mas voltarei com certeza.
Quanto ao stress... It comes with the job, parece-me!

Rita Maria,
Obrigado pelo teu comentário!

Mrs. Jones,
Udon são uns noodles, mas mais grossos. Bem bons.

Faneca,
Talvez por ser não ser normal, é que me passei pela marmita. É que a prof falava e aqueles pequenos grupinhos abafafam o som da voz da mulher e não queriam saber.
É que mesmo, nos meus tempos suecos, nunca tal me acontecera.
Occupational hazard, I guess. AH AH!

Maldonado,
Confesso que não sei muito sobre o senhor. Mas era aquela mística toda à volta dele que, acho, sempre me fascinou. E, quer-se dizer, o homem era o Bill. E só por isso já merece o meu respeito!

Kapitão,
Arigato pela força. I'm back on my feet, ainda à espera de certas respostas e tal.
Mas, lá está, há dias bons, outros assim assim e outros menos bons. Também se fosse tudo igual, era uma chatice!

Côr do sol,
Pelos vistos nem foi preciso ir ao templo ter com os deuses... Eles vêm a casa!

Hydra
,
Pois é, o senhor morreu em circunstâncias deveras interessantes... Desnudo, com uma corda em volta do seu pescoço, se não me engano. Mas não foi suicídio. Agora, pensa lá o que quiseres.
Vais ter que me contar tudo sobre o sing it back. Que eu gosto de histórias. Sobretudo das tuas, que nunca são propriamente normais!
Hã? Achas que eu alguma vez iria pegar num livro escrito por alguém chamado Eurico!? Já bem me bastou Eurico, o presbítero. O meu estomâgo até se ressente.

D.er N,
Obrigado por teres passado por cá!

V.,
Também a ti, um grande arigato!
É verdade. Terá sido the bride a chegar até ele?
De facto, uma pena.

Para a minha Sónia

Há momentos em que quero, ainda mais, estar aí. Como já tinha acontecido antes, queria tanto estar aí, agora, para te poder abraçar, para poder tão só estar aí contigo.
Ouvir-te chorar ao telefone porque perdeste o teu pai e eu não poder estar aí, deixa-me o coração apertado. Demais.

Um grande beijo, amiga.