sábado, março 14, 2009

Tokyo, outra vez!

Sábado de manhã e a estação de Yokohama está assim:


A verdade é que os transportes em Tokyo são extraordinariamente eficientes! Se assim não fosse, a cidade não sobreviveria!
Por exemplo, entre Yokohama e Tokyo há diversas linhas de comboios, com comboios locais, rápidos, expressos e tudo mais - o que pode lançar o caos, como depois contarei!





E acabámos em Roppongi, uma zona bem posh.




Eu adoro Roppongi. Pela arquiectura e sobretudo pelo Centro Nacional de Arte, onde já tinha ido a última vez!






Um local maravilhoso! Cheio de arte e coisas nhicas!

E depois fomos até Roppongi Hills. Para umas comprinhas mínimas... Aliás, gastei tanto dinheiro em Tokyo em 6 dias que até me dói!


E será este bicharoco primo do Godzilla?



Dali, os meus companheiros foram até Akihabara e eu fui ter com a Kaori e o marido.



A Shibuya. Mas um sítio que adoro e que é de deixar qualquer um louco!



Até fiz um vídeo do que estava à minha volta no ponto de encontro que é, provavelmente, o mais concorrido do planeta!



E eles lá chegaram! E trouxeram companhia! Na barriguita dela!!!


Tokyo é de loucos...


E que bom foi poder revê-los e andar à procura de xanatos com eles, pelas ruas de Shibuya afora!




Mas tivemos que dizer sayonara, até à próxima! E que o bebé nasça bem, que é já para o mês que vem! Vou ter mais uma sobrinha!

E depois lá regressei a Yokohama, não sei antes dar com este quartel dos bombeiros em Shinjuku... Uma coisa mímima, mesmo tamanho J!


E ainda fui ter com a Danielle ao jantar. Acabámos na Capriciosa, coisa mai' boa!



Yokohama, here I go!

Despachei-me, pus-me belo e lá fui eu na carreira para o aeroporto. Mais de 5 minutos de atraso! O motorista já se deve ter suicidado!
Fiz o check-in e, como sempre nesta terra, repararam que o meu nome do bilhete não corresponde ao nome no meu cartão das milhas! Expliquei à menina (e não se esqueçam dela, por favor) que o meu nome é longo demais e que não cabe no cartão. E ela lá acabou por me meter as milhas manualmente. Tenho o recibo na carteira.
Passei o detector de metais. E não apitou.
E sentei-me. Todos os anúncios foram feitos somente em japonês. Como sempre. Antes tinha sido a JAL, agora a ANA. Eu, que nem vidente sou, já sabia que isto ia acontecer (a menina do check-in falou comigo em inglês, a da bagagem nem por isso, mas eu fiz-me de burro e ela não teve outro remédio!). Vai daí, deixei toda a gente embarcar. Sempre tudo em japonês.
A tal menina do check-in, que também estava no gate, apercebeu-se que eu ainda ali estava.. E como eu percebi que ela se apercebera de mim, levantei-me e perguntei se a coisa seria só em japonês! Ele pediu desculpa, que costuma fazer a coisa em inglês trá lá lá e florzinhas e anjinhos voadores. Eu disse-lhe que queria falar com alguém responsável pelos serviços. E ela disse-me que era com ela mesma. Bem, eu já passado da marmita - a última vez que tal tinha acontecido fora pelo telefone com a minha chefe, há um ano - disse-lhe que não havia respeito por quem não entende japonês, que é sempre a mesma história, que isto assim não pode ser. E ela sempre a pedir desculpa enquanto me acompanhava ao avião. E eu até lhe disse que, no fundo, a culpa nem era dela, mas sim de que não lhe dá instruções para fazer as coisas como deve ser!
Enfim, despedi-me dela à porta do avião, com um sorriso, porque, apesar de tudo, eu não sou um grandessíssimo filho da mãe!
Agora escrevo um esboço disto no avião, novo, com um jornal em inglês na mãe. E estou à espera da minha bebidina pipi.
Eu bem sei ue esta minha teimosia pode parecer um exagero a muita gente. Mas estou farto de ser tratado como se fosse de segunda. Estou cansado desta forma de pensar absolutamente ultrapassada e idiota. Ou este país se adapta - e não quero com isto dizer que deixe de ser único e absolutamente extraordinário em muitas outras coisas - ou vai pelo caminho errado!
É que vir aqui passear e dar com problemas de comunicação até é giro, mas estar aqui e ter que levar com isto a toda a hora já cansa! E a minha pele ressente-se!

O vôo foi péssimo. Pelo menos para mim, e parecia ser o único a temer pela vida, graças ao raio da turbulência! É que quanto mais vôo, mas medo tenho do raio dos aviões que abanam e andam para cima e para baixo. Eu bem sei que os aviõezitos estão preparados para muito mais turbulência do que aquela que apanhámos, mas tenho medo e prontos!

E almocei, já em Haneda, um dos aeroportos em Tokyo, a ver as vistas...


E fui logo para Yokohama, o local onde ia ficar. Um sítio belíssimo, junto à água. É a zona de Sakuragicho. E é onde fica a Landmark Tower, um dos edifícios que me deixa sempre boquiaberto!


Mas porquê que já ando a viajar outra vez? É que fui até Yokohama para ir a uma conferência para pessoal que vai regressar aos seus países este ano. Tive que pagar tudo, porque é tudo uma coisa voluntária, mas um passeio a Tokyo é sempre um passeio a Tokyo!

Já à noite, e com o tempo muito melhor, esperei pela Danielle e o Russel que vieram num vôo ao início da noite. E lá me andei a passear por Sakuragicho e a sua roda gigante!





Um sítio absolutamente maravilhoso e algo incomum no Japão, onde as cidades não abraçam as zonas ribeirinhas desta forma (e certamente não como Lisboa e sua obsessão em ter o rio ali mesmo!).

Levei os meninos até à nossa pousada, o sítio mais barato que encontrei na internet... daí o tamanho minúsculo do quarto... que partilhei com o Russel!


E ficámos mesmo ao lado da Chinatown!


Mal dormi. É que agora, que estou velho, tiram-me a cama, tiram-me tudo!
E o Russel acordou a queixar-se do cú! Eu juro que não fiz nada! Afinal, dormimos no chão, n'é!?

sexta-feira, março 13, 2009

Mais coisas

A Shauna mandou-me umas fotos que tinha tirado. É que anda a limpar o computador para ver se consegue arranjar espaço e não ter que usar o dito cujo com uns míseros megas disponíveis!

Cá estou eu, no pico do frio, logo de manhã à espera da carreira. Com o Adam. Só não compreendo como é que alguém consegue estar tão bem disposto logo de manhã!


Por esses dias parámos pela Tokiwa. Havia lá, no oitavo andar, uma feira com produtos de Okinawa. Incluindo uma sempre apetitosa cara de porco...


A obsessão desta gente com o raio da comida é tal que ontem, à conversa com a office girl de Ueno, lhe disse que não compreendo como é que os todos os programas de televisão neste país têm sempre gente a provar comida e a dizer que é bom. Quando lhe disse que seria impossível que seja tudo bom ela até se riu. E depois perguntou-me como eram os programas de comida em Portugal... Haviam de ver a cara dela quando lhe disse que não havia! Quando muito haverá pequenos apontamentos que mostram receitas! Bem, acho que o mundo da rapariga mudou completamente!

Por falar em raparigas, cá estou eu com uma menina malaia, de Kuala Lumpur. Conheço-a porque às vezes compro pão na padaria onde ela trabalha. É muito simpática e está aqui há 5 anos a tirar o curso de engenharia. Mas já me confessou que mal pode esperar para voltar à Malásia! E dei com ela, por acaso, no Donki.


Eu, curioso que sou, e uma vez que ela trazia o cabelo coberto, perguntei-lhe se ela podia fazer o mesmo no trabalho... Ao que ela me respondeu com um valente claro que não. Não é de admirar, claro.

Confesso porém que me sinto dividido sobre a permissão em usar shador em determinadas situações ou não... Terá a França ido longe demais ou terá sido tratar todos os símbolos religiosos da mesma forma?

Entretanto, ontem, sexta feira 13, foi o último dia que o comboio azul Fuji foi de Kyushu para Tokyo. Era um comboio que saía daqui ao final do dia e chegava a Tokyo no dia seguinte. Ainda o cheguei a ver umas quantas vezes, mas o tipo foi-se e já não volta.




E se pensam que são só os chineses que topam oportunidades de negócio em tudo e mais alguma coisa, estão muito enganadinhos! Havia, na estação, e junto a um painel com imensas fotos do dito comboio, uma banca a vender souvenirs. Os japoneses não são parvos!


Quer-se dizer, às vezes questiono-me...

Então não é que, no outro dia, houve uma pequena cerimónia de despedida para os alunos do 9º ano em Kaku? Mas não era uma coisa à séria, que essa estava reservada para o dia 6! Quer-se dizer, porquê ter duas cerimónias? Porquê perder tempo com estas coisas, mesmo sendo esta uma mera despedida dos miúdos mais novos? E o esforço que se pôs nisto e o tempo que se gastou, quando os miúdos podiam estar a aprender outras coisas mais úteis?
Mas este país funciona assim! Ah, e esta cerimónia nem era de preparação para a outra, porque ambas foram diferentes!

Mas houve cantorias, como sempre. Desde a prática - sempre constante - até ao produto final!








A verdade é que foi a minha oportunidade de me despedir dos miúdos, esses kikos.








E apesar de nem ser uma coisa à séria - ainda - houve lágrimas!


Lá lhes disse adeus e sentirei, com toda a certeza, falta deles!

Nessa noite, se não me engano, fui até Wasada Town com a Hiromi e o JT. Passámos pelo cinema, que o Taka trabalha lá. E demos com um poster do filme do Dragonball, mas com gente a sério! A Hiromi e o JT só diziam que um actor destes não faz sentido nenhum e que está tudo errado! Faço ideia o que pensarão os otaku por esse mundo fora!


A mim também me faz espécee! Mas como não sou grande fan, não me faz comichão. Mas não podia deixar de me lembrar de quando a Diana era pequena e via os desenhos animados e eu gozava com o nome das personagens! Com nomes como Sangoku estavam à espera que eu me calasse!?

E demos, lá também, com o John's Coffee. Interessante, acho.


E com coisas destas.




Este país não é normal! Mas a verdade verdadinha é que terei muitas saudades destas coisas malucas que estes tipos têm por aqui!