Já várias vezes tenho aqui dito que fico de todas as cores quando me dizem para arranjar alguém que fale japonês para servir de interlocutor. É que é uma coisa que me faz mesmo muita comichão. Sobretudo quando se trata de um serviço pago por mim mensalmente e do qual espero tratamento decente.
Também como já disse, falo algum japonês, mas nem sempre entendo tudo, sobretudo quando começam com as paneleiragens dos níveis mais complicados da língua...
Tendo isto em mente, curtam-me a cena ao telefone, quando liguei para um número de uma chamada não atendida:
Angelo: Desculpe, mas ligaram-me antes.
Menina: Ah, sim, daqui é do ginásio Holiday. É o Angelo?
A: Sim, sou.
M: bla bla bla...
A: Desculpe, mas eu não estou a entender...
M: É do ginásio bla bla bla...
A: Desculpe, mas não estou mesmo a entender. Não falo muito japonês.
M: Ah, tem consigo alguém que fale japonês?
A (já ligeiramente atormentado): Não, não tenho.
M: E a que horas poderá estar com alguém?
A (já transtornado): Desculpe, mas eu moro sozinho e por isso não há aqui ninguém que fale japonês! Há aí alguém que fale inglês?
M: Ah... Há, mas agora não está. Será que me poderá ligar quando estiver com alguém que fale japonês?
A (incrédulo): Desculpe?
M: Será que me poderá ligar quando estiver com alguém que fale inglês?
A (louco da vida, tensão a subir e lesões internas): Queira desculpar-me, mas EU sou o cliente! Vocês é que me deverão ligar quando tiverem alguém que fale inglês disponível!
M: Compreendo.
A: Ok, obrigado.
Ou qualquer coisa muito semelhante...
E eu sei, porque já aconteceu antes, que há lá gente que fala muito bom inglês! Sinceramente!