domingo, junho 01, 2008

Toma, toma

Ela ja me apanhou: a Beq fez 29 aninhos da passada sexta feira. E, como nao podia deixar de ser, houve festa. Que, como nao podia deixar de ser, foi no restaurante mexicano.

Ca esta a minha mui britanica Max a tentar assustar a mui neo-zelandesa Rachel, que tanto gosta do seu proprio mamedo!


Mas porque, meus deuses?


E a pergunta continua...


E ainda nao acabou...


Eu e a menina aniversariante.


Ishikawa-sensei e a Yuriko a tentar esconder-se.


Moi meme e o Javi que, va la, deu um arzinho da sua graca!


O casalinho maravilha!


E o Yoji com o seu eterno problema com as fotos. Mas tem bons dedos, nao?


O que nos rimos com esta foto!!!


Niino-sensei.


E a Yuriko, que se saiu com a melhor piada da noite... Quando estavamos nos a falar de mamilos - para nao variar - eu so digo que os meus sao pequeninos. Pronto. Ela imediatamente responde "ah, os meus sao grandes"! Oh pa, vindo dela toda a gente se desmanchou a rir! Eu acho que o cansaco se apodereu do seu cerebro!


A Shauna e eu.



A Beq e o Ben, o seu gajo. Vao casar-se ja em Outubro em Austin, Texas. Eu bem que estou convidado, but it's not gonna happen!


Eu e o chapelito do Javi.


Nao gosto nada de chapeus na minha tola!

Desafio - parte 8


Dez autores, dez parágrafos, uma história. A dobrar por caminhos diferentes. É este o desafio do Y. O mesmo início, com caminhos e finais diferentes.
Este é o link para o regulamento, para que daqui em diante o desafio não se perca http://vitaminay.blogspot.com/2008/05/desafio.html

E como um desejo da minha Amante querida e um desejo tambem meu, nao pude deixar de continuar a historia. E quem vira a seguir? Faneca, my love, c'est toi!


Aquela manhã de nevoeiro disperso estava a acordar aos poucos. Tal como aqueles olhos que iam abrindo de mansinho, a medo, e ficaram focados na janela gigante que dava para a praceta onde permanecia uma estátua de um qualquer marquês. Pôs-se de joelhos, com as mãos amarradas atrás das costas, e levantou um pouco a cabeça. Torceu todo o corpo para a esquerda e só então conseguiu lembrar-se do que tinha acontecido.
(ÿpslon, vitaminaY)

A memória chegava-lhe em imagens difusas, ele sabia que situação onde se encontrava era mais do que uma manhã embaraçosa depois de uma noite que não quis passar sozinho. a cada expiração, a dor lembra-lhe da posição do seu corpo contorcido... os olhos a custo procuravam alguma familiaridade naquele quarto-jaula, param no preciso instante em que o pé toca em algo, foca uma mulher, Leonor, uma imagem difusa da noite anterior, também atada, contorcida, de olhos fechados, a começar a murmurar repetidamente…- “como fomos capazes…como fomos capazes…”(indigente andrajoso, indigente andrajoso)

As lágrimas não demoraram a jorrar-lhe dos olhos. a disposição de todos os objectos naquele quarto fazia prova do caos da noite anterior: o cinzeiro que não chegava para tantas beatas, as lâminas de barbear usadas e dispostas numa fila metodicamente organizada, os restos do sangue debaixo do abajour carcomido pelo cortejo de lâmpadas acesas nos últimos dias. Ele tentava aligeirar o nó que feria os seus pulsos em vão e as cordas marcavam cada vez mais as veias onde o sangue corria descontroladamente. Cheio de culpa e náuseas, ele não conseguia parar de imaginar como seria possuí-la neste cenário desolador. Uma e mais outra vez.(M., borboletas na barriga)

Foi a última imagem nítida que teve. Se à nitidez, como ao branco para os esquimós, se podem atribuir inúmeras tonalidades, aquela com que se via a tomar de assalto o corpo quase sem vida que se punha a jeito pela proximidade serviu perfeitamente de passagem para o espaço onde nos entretemos enquanto estamos no vai não vai para ir fazer companhia a morfeu. Esse espaço em que o inconsciente começa a tomar conta da vida regrada e, durante umas horas, nos permite o voo livre, foi onde tudo começou a ficar mais claro. O zapping mental que o assolou, os fotogramas em flashes acelerados temperados com a sensação típica da maceração dos vapores alcoólicos e químicos que ainda lhe inundavam a maior parte do cérebro, conduziu-o a uma inesperada epifania. "preciso de sair já daqui"- pensou. não teve tempo de equacionar a fuga. Com um som estridente de grilhões, abriu-se a porta do quarto...(jc, numb)

..., e conseguiu vislumbrar uma sombra. Parecia tenebrosa. Por outro lado, medonhamente familiar. Conseguindo ultrapassar a dificuldade de focar em contraluz, apercebe-se e grita arregalando os olhos em pedido de auxílio e susto:
- Pai! - gritou ele, visivelmente assustado e esmagado com o tráfico de flashbacks que estavam a vir à memória, sentido ter cometido o erro fatal, sem se lembrar concretamente a razão de estar ali no meio daquele turbilhão de recordações rápidas.
- Pai, as correntes não! Por favor, pai! Não, pai! - entre gritos casados com expulsão trágica de cuspo descontrolado no discurso de misericórdia de quem sente o maior aperto da vida - Pai, eu não queria ter estado com a Leonor, pai - justifica-se ele, num tom de claro desespero, acompanhado de início de choro, a decorrer para a compulsividade.
- Eu não sei o que fazer mais de ti, meu filho..., filho?! - suspirando o homem forte e alto, demonstrando uma calvíce digna dos 54 anos - nem isso te posso chamar. Por isso trago-te aqui alguém que não sabes quem é, mas que te conhece muito bem.(Amélia, Bichísses em Sério)

Queria não olhar para aquela figura que tinha assomado à porta. Não queria crer que o meu pai a tinha trazido até ali.
- Não! Ela não! – murmurava entre soluços sentidos e sofridos, fruto da agonia ímpar que estava a sentir .
-Ela nunca me quis! Porquê agora?- Sussurava segurando a cabeça com as mãos.
Os dedos crispados arrancavam pequenos fios de cabelo, de onde escorriam gotas de um suor inundado pelo sofrimento.
Tudo era irreal à sua volta, a insanidade tomava conta do seu ser. Contorcia-se na tentativa de se libertar daquele estado de impotência máxima, em que os seus movimentos eram tolhidos pela cordas que o aprisionavam violentamente.
-Leonor! Não me deixes aqui sozinho! – balbuciava enquanto olhava para o corpo inerte que jazia ao seu lado.
De repente um som estridente chamou-o à realidade, e um grito saíu-lhe da garganta, seca e dilacerada pela dor:
- Cobardes! (Ju, ascoisasqueuacho)

… Sempre foste um cobardolas! Olha para mim! Olha-me nos olhos, meu cabrão de merda! Foi para isto? Responde-me, foi para isto?, vociferava Luís, cujos olhos raiados de revolta enfrentavam, agora, os de seu pai. Este, impávido, fechou silenciosamente a porta deixando quem houvera trazido dentro daquele quarto… (M&M, A Amante do Sr. Eng.º)

Nao era a sua mae. Ela havia morrido ha muitos anos, quando ele ainda era pequeno. Esteve muito tempo doente. Sem nunca se saber o porque. Seria da falta de amor? Seria da pancada que levava daquele com quem se casara? Seria profunda tristeza? Quem o pai trouxera era a avo. Aquela de quem Luis tanto gostara mas que preferira sempre olhar para o lado. De certa forma, ela abandonara-o e Luis nunca se sentira confortavel com isso. - Leva-a daqui! Ela e nojenta! - gritava Luis com uma forca vinda das entranhas. - Eu disse-te que ele nao me ia querer aqui - disse aquela mulher alta, pintada, de cabelo grisalho longo, apanhado - Vamos embora daqui. Eu nao mereco isto.
(Angelo, Angelo no pais das maravilhas)

Estou enojado

No minimo.

Ja me fartei de chorar.

Liguei a televisao e, na BBC, estava a dar mais uma reportagem sobre as pessoas que fogem, desesperadas, da Coreia do Norte. Vi coisas que francamente me transtornaram. E que o problema nao e so de quem fica e morre a fome, mas o sofrimento vai muito alem das fronteiras do feudo do Querido Lider.
Criancas que perderam os pais, seja porque morreram na Coreia do Norte ou porque foram mandados de volta da China, que os chineses nao os querem la. Criancas e adultos sem qualquer proteccao ou educacao porque a China nao os reconhece como refugiados, tal e o medo de uma fuga em massa. Atravessar rios gelados, nus, para nao serem apanhados molhados, que isso seria morte certa. Medo constante porque, sem documentos, serao mandados de volta para a Coreia o Norte e, provavelmente, torturados. Historias de sofrimento.
Vi um miudo cuja mae fora enviada de volta para a Coreia do Norte. O pai ja lhe disse que ela morreu. Ninguem sabe, porem, que nao ha noticias daquela sarjeta autista. O miudo chorava ao telefone que tinha saudades do pai que ja tinha conseguido chegar a Coreia do Sul, mas dorme sempre com a fotografia dos dois debaixo da almofada; Ou uma mae que fazia sexo virtual para conseguir ganhar dinheiro para mandar os dois filhos para fora da China. E conseguiu; Ou um grupo de cristaos - tambem eles perseguidos - tentando ajudar um grupo de norte coreanos a fugir da China, atravessando o Laos ate a Tailandia; Criancas, sem pais, da Coreia do Norte que atravessam a fronteira para a China para mendigarem, roubarem, sobreviverem; Uma mulher, morta, junto ao rio. Ficou la 3 semanas ate ao degelo; Uma outra mulher que fora apanhada ja uma vez e mandada de volta. Estava entao gravida e fizeram-lhe um aborto para a punir. Fugiu outra vez para a China onde teve um filho com paralisia infantil. Separaram-se, porque ela, falante do mandarim e conseguindo um bom trabalho por causa disso, voou para a Coreia do Sul com um passaporte chines falso. O miudo chorava a despedir-se da mae e so lhe pedia que se reecontrassem em breve; Duas irmas que nao se viam ha uns 10 anos. Uma estava no Sul, outra no Norte. A do Sul conseguiu contrabandear a do Norte, mas ela quis regressar. A lavagem cerebral pode ser tal, que ela se sentiu na obrigacao de nao trair a sua patria. E se o Kim esta gordo e porque nao dorme e o estomago se lhe sobresai, nao porque vive uma vida de luxo no meio de uma fome endemica. A irma do Norte regressou mesmo, a do Sul chorava e nao compreendia...

A serio. Esta coisa revolta-me, deixa-me enojado e so lamento nao poder fazer nada para mudar um regime que uns filhos da puta teimam em perpetuar. Eu nunca digo estas coisas, mas Kim, espero, sinceramente, que morras e sofras bastante por tudo aquilo que fazes ao teu proprio povo, meu grande cabrao!

Ainda o Imperio do Meio - Parte II

Eu ando doido... Deite-me a que hora me deitar, acordo cedo. No fundo, no fundo, ate nao me importo, porque aproveito a dia e fico muito mais tempo conscientemente sem fazer nada, mas por outro e uma chatice porque quero dormir e nao consigo. A Shauna diz que e o sol que desponta cedo agora. Mas pode ser que durma mais um pouco mais daqui a bocado...

Mas este post e ainda sobre a China. Dificil de adivinhar, tendo em conta o titulo deveras criptico...

Ora, a nossa segunda paragem, se bem se lembram, foi em Xi'an, essa terra de soldadinhos de barro. Chegamos la ja por volta das 11, que o nosso comboio atrasou-se. Isso quer dizer que passamos umas 15 horas dentro da coisa, em vez de umas meras 14.


Metemo-nos num taxi com um tipo da pousada que estava a nossa espera e logo nos metemos a caminho depois de largarmos as tralhas. A primeira paragem foi a Bell Tower.




Belo sitio, com um belo espectaculo, sim senhor.
E depois fomos ate a Drum Tower, mesmo ali ao pe.




Pergunto-me sobre o porque de terem as torres uma tao perto da outra... Seria para ter o efeito stereo? Nao sei...



Como ja tinha dito, Xi'an tem um ar muito mais chines do que Shanghai. E isso ve-se tambem na arquitectura dos edificios.

Paramos no Bairro Muculmano (em mandarim, Mourariapingpong). Um sitio fervilhante de vida, com imensas lojas optimas para as compras e restaurantes com papinha da boa.



A gente queria ir andar de bicicleta nas muralhas da cidade. Mas demos com o portao errado la do sitio, pelo que acabamos por desistir. Mas nao pensem que nao houve aventura da boa! Muito pelo contrario! Sobretudo quando nos metemos num triciclo no meio do transito na China!



A coisa foi uma beca assustadora, sobretudo quando viamos os carros aproximarem-se perigosamente de nos... Mas, enfim, sobrevivemos e ca estou para contar a historia, nao e assim, amiguinhos?


Esta pousada onde ficamos tem uma historia... Estavamos no lounge e comeca a dar a Tony Braxton. Eu fiquei louco, porque nao e normal. Tirei os olhos da mesa e olhei para cima e disse oh my god! Nesse preciso momento uma tipa que estava um pouco mais a frente virou-se para mim e mostrou-me o dedo do meio. Sim, mandou-me para o cara**o. Eu fiquei surpreso. Ok, a tipa tinha ar de apanhada da marmita, mas eu jamais faria tal coisa! E la foi ela nao sei para onde a resmungar!
Voltou e comecou a dizer que as pessoas estavam sempre a olhar para ela e a fazer comentarios. Bla bla bla. E eu a pensar que ela nao tinha tomado os comprimidos todos com o pequeno almoco. E disse-lhe que nao era nada disso que ela estava a pensar, que jamais faria tal coisa. A bem dizer, ela tinha um ar a la Amy Winehouse. Mas estou-me nas tintas para isso!
Depois do incidente ainda falamos e ela disse-me que os chineses - ela e descendente - estavam sempre a olhar para ela. E australiana e andava a visitar a China e talvez viesse ao Japao.
A verdade e que ate a menina do cafezito la do sitio dizia que ela nao batia bem da tola!


O nosso dia la continuou e fomos ate a tal vila do paleolitico ou coisa que lhe valha! Nao sou muito bom com eras com mais de 3000 anos!




Passamos por uma loja de coisas. Sim, que os chineses estao sempre de olho no negocio, como bem sabem!




E ca estamos nos com uma replica do imperador. O gajo era grande!




Como tambem ja tinha dito, para os chineses de outrora o mundo era quadrado. Dai a disposicao das suas cidades nessa mesma forma. Xi'an era assim, verde, com borbolhetinhas e ninfas no rio!


Aquele amarelo acafrao era a cor imperial. Digam la se nao nos fica a matar?




A manufactura da seda...




E la fomos nos ver os nossos primos de terracota.









Em duas palavritas, fan tastico!

E ainda demos com uma professora de ingles que nos contou umas coisas.


Xi'an rocks!